sábado, 31 de dezembro de 2011

Sei que a minha vida não se constrói de ver concertos mas, é sem dúvida uma coisa que a mim me ajuda muito a ganhar energias novas e a "libertar" as más. E, sem dúvida, 2011 foi um ano muito bom nisso.
Começou, logo em Janeiro, com The Legendary Tiger Man no Coliseu do Porto (que foi sem dúvida um dos melhores concertos que vi); e logo nas duas noites seguintes foi a "minha querida" Deolinda na mesma sala de espectáculos e, escusado será dizer que foram também duas noites completamente mágicas. Realizei também o sonho antigo de ver um concerto do Nick Cave e, embora tenha sido num festival, foi muito muito bom; na mesma noite vi Fleet Foxes :). Caetano Veloso e Maria Gadú também foi espectacular, daqueles de deixar o coração entre o quentinho e o apertado.
Como não podia deixar de ser foram muitos os concertos da Deolinda vistos neste ano, o record foi batido no Verão ( um por semana durante seis semanas) e consegui também vê-los noutro país :). E foram todos tão bons e momentos pós-concerto também óptimos. São sempre excelentes e são das poucas bandas sobre quem as palavras me falham, isto por motivos positivos!
Quem, do meu ponto de vista, neste ano está de parabéns é a Miss Rita Redshoes (cantora pela qual já expressei a minha admiração neste blog) que, apesar de não ter tido um número elevado de concertos conseguiu superar-se de um concerto para o outro e mesmo em concertos que tinham muito para não ser muito bons ( e talvez em tempo não o fossem) ela conseguiu fazer deles concertos excelentes. Destaco Lagoa, concerto no qual o público estava lá quase todo para ver a cantora que subia ao palco a seguir e, apesar de nem ter havido encore, a Rita conseguiu fazer daquele o melhor concerto dela ao ar livre que eu vi em três anos, com uma energia mais do que incrível; e Portalegre que, apesar de ser em auditório, a sala não encheu muito, a energia dela e o prazer por estar em palco juntamente com a interacção com o público fizeram com que a ausência de público quase não fosse notada e se transformasse num espectáculo maravilhoso. E sou uma apaixonada pelo documentário "Into Lights & Darks" que saiu este ano. You got it, miss!
Em termos de cds, foi sem dúvida uma agradável surpresa a Luísa Sobral, adoro o cd e andei imenso tempo "colada" a ele. O regresso de Clã, The Gift e Sérgio Godinho com cds de originais foi algo que me deixou muito feliz; são duas bandas e um cantor que eu admiro imenso.
Clã anseio por voltar a ver ao vivo, depois de 7 anos a vê-los regularmente já não os vejo há 3; The Gift, a falta que eu já sentia de um álbum deles...; Sérgio Godinho desde os meus 7 anos que é o meu cantor/autor preferido ( e este ano tive a sorte de o ver no Theatro Circo e no Coliseu do Porto).
Foi também um final de tour muito bom no Hard Club o dos Virgem Suta...e em 2012 há mais :D

Lá está a música faz-me bem e adorava que toda a gente encontrasse algo na vida que lhe fizesse bem. Um óptimo óptimo 2012, cheio de coisas boas e desejos realizados!










Alguns vídeos de concertos bonitos que vi em 2011 :)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Há um ano andava a fazer exames na faculdade para acabar o curso; não o acabei. Não me inscrevi na faculdade para mais um ano lectivo, era uma coisa que me desagradava mas, acabei por me tentar mentalizar que podia ser positivo afastar-me um ano. Acho que num ano não consegui convencer-me a mim própria. Foi um ano desgastante psicologicamente.

Tentei arranjar emprego, só consegui em Fevereiro. Ter trabalhado nos Censos 2010 foi das melhores coisas que me aconteceu este ano; muito cansativo e com alguns momentos em que deu vontade de abandonar tudo mas, bastante gratificante. Foram 3 meses e uns dias a trabalhar muitas vezes 7 dias por semana, a fazer algumas directas e, por vezes, a um ritmo alucinante. Foi tão bom sentir que estava a fazer algo de útil e, sinto que o facto de estar a trabalhar para alguém (INE) e ter que mostrar serviço todas as segundas-feiras aumentou bastante o meu sentido de responsabilidade.

Depois seguiram-se as queimas, os festivais e "tours" de Verão e o ritmo alucinante a ver concertos por aí fora foi uma constante de Junho até agora ( Setembro). Este ano foi do Minho ao Algarve passando pela Galiza. E quase que a Deolinda ganhava a batalha "contra" a Rita Redshoes. :P

Hoje, dia 12 de Setembro de 2011, estou no comboio para regressar ao Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro para ter aulas e acabar neste ano lectivo a minha licenciatura em Línguas e Estudos Editoriais!




Post escrito no comboio suburbano, começado em Porto-Campanhã e acabo em Avanca, ao som de Virgem Suta, Luísa Sobral e Rita Redshoes.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Apercebi-me mais uma vez que o que somos o que sentimos depende de nós próprios. Claro que temos amigos, família, namorados...que o que somos e o que sentimos mas, se não formos nós próprios a criar o nosso caminho torna-se difícil caminhar.
Hoje sinto-me com forças para lutar, ser ainda mais feliz! Se não tivermos vontade de o ser, não há ninguém neste mundo capaz de conseguir que sejamos. Amanhã regresso à Universidade e, desta vez é mesmo para levar aquilo a sério e sair de lá em Julho com o curso concluído. Sinto-me orgulhosa de mim, se tenho algum motivo ou não, não sei!
Há alturas em que uma pessoa fica um bocado mais em baixo, chora mas, acho que tudo isto faz parte. Aliás, se estes momentos menos bons não existissem como é que íamos conseguir valorizar tanto os que nos fazem felizes?! Mas, depois dos dias cinzentos, surgem arco-íris e borboletas que nos enchem a vida de cor e nos carregam as baterias para os dias de "chuva".
...e a vida é uma coisa tão boa!!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

O dia 6 de Março está a chegar e parece que cada dia sinto um aperto maior no peito. Costumava ser um dia feliz e especial, agora é um dia de muitas saudades. Parece que ando bem e, no fundo, devia andar…têm acontecido coisas boas, muito boas até. Mas não ando! Tenho dias fortes em que tudo está óptimo; tenho dias em que tudo está uma merda e nada vale a pena, estes últimos têm sido mais frequentes. Tenho medo!

Eu sei que a vida é para ser vivida de uma forma bonita e feliz, mas as forças estão tão lá em baixo. Farto-me de sair para tentar animar e reagir, e talvez até tentar ser alguém que não sou, pode ser que isso resulte; mas não. Estou animada 1h e tudo volta a ser igual. Coisas que outrora me faziam imediatamente ficar bem só de pensar nelas, agora faço-as (e claro que me continua a dar um prazer imenso e precisar de viver esses momentos) mas tudo se tornou mais passageiro. Não sei, parece que as minhas forças e a minha vontade de querer desfrutar dos bons momentos se está apagar; e o que mais me custa é não conseguir controlar.

Farto-me de tentar prometer a mim mesma que tudo vai mudar, quero muito conseguir acreditar nisso!!! E há mudar. E hei-de voltar a ser feliz e a andar por aí a sorrir.


domingo, 12 de dezembro de 2010



Quero uns assim como estes (a cor é indiferente), com poderes!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Parabéns!






Muitos muitos parabéns, minha querida Kat que eu adoro :)
Achei que merecias também um miminho aqui no blog, afinal de contas uma pessoa fica feliz quando alguém de quem gosta ( e ainda por cima da família :P) faz anos. Não há nada de novo que te possa dizer aqui. Só que te adoro muito e que nem sonhas a quantidade de coisas que aprendi contigo neste um ano e uns meses, mas só nesta vida é que é tão pouco tempo! Conhecer-te a ti e ao Ricardo fez-me finalmente decidir uma coisa que já há algum tempo achava que queria, só tem sido adiada devido a diversos factores, mas acho que já esteve mais longe. E lá está, mesmo a 2h de distância estamos sempre "perto".
Mais uma vez, muitos parabéns para a madrinha mais querida!
Beijo enorme e abracinho apertadinho**

(e aqui ficam alguns de óptimos momentos, com música (na imaginação) de Deolinda e Rita Redshoes)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aproveitar os pequenos momentos e lutar por ser feliz

Os últimos três meses não têm sido fáceis, e sobretudo cheios de alturas em que se acha que mais nada vale a pena. A vontade de desistir de tudo tem sido uma constante. Não acabei a licenciatura, que era a minha grande meta para este ano. Visto que não estou a estudar seguiu-se a "árdua" tarefa: entregar curriculos ; no início cheia de ânimo, agora uns dias sim, outros não. E o emprego continua a não existir.
No entanto, a maneira de pensar/viver, começa a mudar.Dei por mim a pensar: "Mas que raio, tudo tem que ter um lado positivo." Tudo depende de nós próprios, se não resolvermos as nossas coisas ninguém as resolve por nós, se decidirmos lutar pela nossa felicidade temos que ser nós a fazê-lo, os bons momentos não surgem sozinhos. A nossa personalidade está sempre em constante construção/mutação, e vamo-nos surpreendendo a nós mesmo com as mudanças que esta vai tendo, pelo menos a mim tem-me acontecido frequentemente.
Até há pouco tempo tentava falar pouco,aliás não falava, do facto de ser adoptada,conta-se pelos dedos das mãos as pessoas que o sabem. Sentia algum receio em contar, sempre com medo da reacção da pessoa que estivesse a ouvir o que estava a dizer; isto porque sofri já bastante com reacções. Hoje penso: " Tenho tanto orgulho nisso, tenho mas é que me sentir à vontade para contar a quem me apetecer." Mas, ao mesmo tempo que a vontade de contar isto às pessoas aumentou, a de conhecer ainda melhor tudo o que com isto está relacionado ( e pessoas) cresceu também! Sinto-me, sobretudo, feliz comigo mesma por conseguir escrever sobre isto e partilhar.
Tenho também cada vez mais segura a convicção de que a minha família são todos aqueles de quem gosto, porque afinal as chamadas "relações biológicas", seja lá o que isso significa (que para mim não é nada), eu não as tenho com ninguém. São ela todos os meus amigos ( espero bem que eles saibam quem são), os meus "padrinhos", os meus pais, a minha avó ( a minha outra avó e o meu avô, que sei que estão a olhar por mim), os meus primos...e que feliz que eu sou assim com uma enorme família.
A morte da minha avó há três semanas, apesar de ter sido a pior coisa que me aconteceu até hoje, transformou-se também numa fonte de força para procurar ser feliz. Quando ela estava acamada costumava ir para o quarto dela e ficar lá a escrever e a olhar para ela, enquanto pensava quero ter uma vida como a dela, não tão longa, ou pelo menos a sofrer. Mas o que é certo que por muito duros que tenham sido alguns momentos da vida dela, nunca deixou de procurar a felicidade, e tinha o sorriso mais bonito que eu conheci até hoje. E sei que rezava todos os dias para que eu fosse feliz!
Perante tudo isto e porque me deram uma vida maravilhosa tenho é que ser feliz. E quando momentos menos bons se aproximarem tenho é que erguer a cabeça, pôr um sorriso no rosto, lutar e seguir em frente; e não ir para a toca como tem sido costume.

Um grande muito obrigada a quem todos os dias contribui para que eu seja feliz.


(post escrito ( copiado e editado) ao som de Rita Redshoes (que contribui também para momentos felizes)